“Os projetos são estratégicos para nossa atuação”

Médica e professora do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ, Denise Herdy Afonso é diretora financeira e gestora de projetos da Abem. Nesta entrevista, ela conta como os projetos se desenvolveram na associação ao longo de 2019.

Qual o papel dos projetos na atuação da Abem?

Os projetos são estratégicos para a Abem, uma vez que são construídos a partir da identificação das necessidades relacionadas à educação médica, seja de discentes, seja de docentes e preceptores. Olhamos para o contexto de nossos associados, individuais e institucionais, identificamos as necessidades existentes e a partir disso orientamos nossas ações para buscar atender as demandas. Em síntese, os projetos fomentam as próprias iniciativas da associação, trazendo estímulo, motivação e perspectivas de construção de novas ofertas e de novos produtos para associados individuais e institucionais.

Quais projetos tiveram prioridade neste ano?

Projetos relacionados ao diagnóstico e aos compromissos que nossa gestão tem com os associados, aspectos que deixamos claros desde o momento em que definimos nossa plataforma de gestão. Uma das prioridades da nossa gestão é o projeto Saúde e Bem-Estar de Educadores e Educandos. Esse projeto foi construído conjuntamente em uma oficina do Cobem deste ano e traz na sua concepção a participação ativa de educadores e educandos. Isso é um diferencial, porque muitos projetos da Abem são concebidos a partir da visão dos docentes, dos educadores – e saúde e bem-estar está sendo construído de uma forma compartilhada. A ideia é trabalhar a perspectiva da saúde e do bem-estar a partir de cinco eixos: saúde integral e currículo; mentoria; apoio psicopedagógico; inclusão e permanência de estudantes; comunicação e grupos Balint.

Algum outro projeto em elaboração?

Uma outra prioridade nos projetos é o desenvolvimento de discentes. Nesse sentido, temos a preocupação de promover a reflexão crítica sobre o contexto da educação médica. A construção desse projeto também se dá a partir do olhar do próprio discente sobre as suas necessidades. Partimos de experiências exitosas no desenvolvimento dos discentes, como o Educadores do Amanhã, o Faimer Júnior, que trazem já uma reflexão sobre a participação ativa, o protagonismo, a reflexão política, o envolvimento educacional e o quanto essa participação dos discentes estimula, provoca e qualifica a própria ação docente.

Como se posiciona o Teste de Progresso como projeto?

É uma decisão de nossa gestão investir no projeto do Teste de Progresso, voltando a subsidiar oficinas regionais, para a consolidação de consórcios já existentes e a criação de novos consórcios. Estamos trazendo esse tema de volta para a pauta nas nossas Regionais e queremos oportunizar a oferta de um Teste de Progresso nacional em 2020. Essa é uma prioridade de nossa gestão.

Preceptoria também está sendo retomado?

Decidimos retomar a oferta do Curso de Desenvolvimento de Competências Pedagógicas para Prática de Preceptoria e Docência, validado nos anos de 2012 e 2015 como um curso da Abem. Entendemos que esse é um produto importante, qualificado, com uma grande demanda das nossas escolas para o desenvolvimento pedagógico. O curso está relacionado à oferta do EducAbem, e, de forma inédita, passamos a proporcionar a formação também em ambiente virtual da própria Abem, no Moodle Abem. Essa é uma primeira experiência, e essa retomada acontece em parceria com a Universidade Estácio de Sá no campus do Rio de Janeiro. Estamos iniciando uma turma no dia 5 de dezembro, com 40 participantes da instituição.

Quais iniciativas tiveram seguimento em 2020 a partir do que já vinha sendo realizado?

Estamos dando seguimento a parcerias estabelecidas anteriormente, como a parceria com a Fiocruz e a UNA-SUS para a oferta de um curso a distância para o aperfeiçoamento da integração ensino-serviço-comunidade. A perspectiva é que um curso on-line seja disponibilizado para os preceptores do país como um todo no início de 2020. Outra continuidade é a parceria com a Ebserh, com apoio do Ministério da Saúde, Sgtes e Opas, para a formação de multiplicadores de simulação clínica nos diferentes hospitais universitários vinculados à Ebserh. Essa parceria aproxima os hospitais das nossas Regionais da Abem, em uma perspectiva de melhor aproveitamento dos centros de simulação clínica que estão instalados nessas instituições e muitas vezes são subutilizados. O curso de formação começou agora em novembro, e as primeiras percepções são de boa adesão dos participantes e de um grande interesse pela temática da simulação clínica.

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