Café com deputados discute Enamed; governo anunciará melhorias em breve

Dep. Ana Pimentel, Dep. Socorro Neri, Juliano Griebeler (Anup), Claudia Romano (Semerj), Silvio Pessanha (Idomed e Abem), Senadora Zenaide Maia e Estevão Toffoli (Abem)

Vice-presidente da Abem participou de café com parlamentares e destacou o exame como mecanismo estruturante para aprimorar cursos de medicina

A Associação Brasileira de Educação Médica participou, nesta quarta-feira (18), de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), na Câmara dos Deputados, que debateu o Exame Nacional de Avaliação da Educação Médica (Enamed) e propostas relacionadas à criação de um exame de proficiência em medicina.

Representando a Abem, o diretor vice-presidente Estevão Toffoli Rodrigues participou do encontro com parlamentares e demais atores do setor educacional e da saúde, reforçando a importância do exame nacional como instrumento de avaliação e qualificação da formação médica no país. Toffoli também destaca a importância de que o exame seja realizado sob a responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), com ampliação de sua coerência com os demais instrumentos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), possibilitando assim deslocar a avaliação apenas dos resultados para uma ênfase no processo de formação.

Durante a atividade, foram apresentados argumentos em defesa do fortalecimento do Enamed como instrumento central de avaliação, destacando seu alinhamento com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), a valorização de competências práticas e a integração com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

No âmbito do governo federal, o tema segue em desenvolvimento. O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC),  Arthur Chioro, indicou que, na próxima semana, os ministros da Educação e da Saúde devem anunciar um conjunto de melhorias no Enamed, além do cronograma da edição deste ano, que deve incluir a aplicação da prova para estudantes do quarto ano da graduação.

Já a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marta Abramo, reforçou as ações de supervisão associadas ao exame. Segundo ela, as medidas têm natureza preventiva e buscam corrigir fragilidades identificadas a partir dos resultados, contribuindo para o aprimoramento da qualidade dos cursos de medicina.

O debate ocorre em um contexto de expansão acelerada das escolas médicas no Brasil e de crescente preocupação com a garantia da qualidade da formação e da assistência à população, colocando o modelo de avaliação no centro das discussões sobre o futuro da educação médica no país.

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