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SIMULAÇÃO EM SAÚDE PARA ENSINO E AVALIAÇÃO: CONCEITOS E PRÁTICAS

Em 2013, a Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde do Brasil formalizou um intercâmbio de políticas e práticas sobre demografia médica, avaliação
de competências dos profissionais da saúde e centros de simulação realística com a Conselheria
de Igualdade, Saúde e Políticas Sociais da Junta de Andaluzia, Espanha. Após as mudanças decorrentes da publicação da Lei 12.871/2013 (Programa Mais Médicos para o Brasil), colocou-se em pauta a ordenação da formação de profissionais de saúde pelo SUS, postulando-se nessa parceria, entre outras ações, a transferência de tecnologia para construção de centros de simulação realística em saúde no Brasil. A partir deste primeiro acordo e de oficinas de formação e desenvolvimento, a Ebserh foi incorporada à proposta e realizou-se com os professores de Andaluzia uma oficina na Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, na perspectiva de mobilizar centros de formação em simulação realística no SUS, voltados para educação permanente de profissionais de saúde e também para formação de estudantes e residentes.

Este foi o primeiro movimento que, após anos, resultou na presente carta‑acordo que possibilitou
à ABEM, em parceria com OPAS, SGTES, e Ebserh, realizar o Projeto “Desenvolvimento da Rede de centros de Simulação Clínica: elaboração de curso para capacitação de multiplicadores”. Esta série de livros – “Simulação em saúde para ensino e avaliação: conceitos e práticas” e “Simulação Clínica: ensino e avaliação nas diferentes áreas da Medicina e Enfermagem” – foi escrita por estudiosos e pesquisadores e reflete a experiência de elaboração e desenvolvimento de um curso para capacitação de multiplicadores oferecido em 18 Centros de Simulação, distribuídos nas diferentes regiões do País, do qual participaram mais de 300 profissionais de saúde. Com as  publicações, esperamos poder contribuir para educação em saúde no século 21.

A ESCOLA MÉDICA NA PANDEMIA DA COVID-19

A pandemia da Covid-19 trouxe para o mundo da vida a incerteza e a indefinição, colocando em suspenso planos e projetos individuais e coletivos e nos confrontando com nossas certezas. Na formação profissional, não foi diferente: colocou em xeque, para gestores, educadores e educandos, as escolhas, os caminhos percorridos e aqueles ainda a percorrer.

A Abem do século 21, com 58 anos de existência, precisou sair de seu conforto institucional e abrir um debate contemporâneo, em ambiente virtual, exercitando diferentes formas de interagir com a comunidade da educação médica brasileira a fim de promover reflexões, criar possibilidades, rever caminhos, também no cenário colocado pela pandemia, para encontrar novas formas de ensinar e de aprender. 

Uma série de eventos virtuais nos trouxeram até esta publicação, que retrata um momento bastante nevrálgico da pandemia nas atividades da educação médica. Trancados em nossas casas, impedidos de circular, construir lado a lado, foi preciso reaprender a dialogar em distintos espaços, a perceber mediados pela tela, a decidir em consenso, abrir mão do planejado e criar novas possibilidades de encontro desta comunidade acadêmica ávida por conexões.

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