Teste de Progresso

A Abem vem trabalhando para sua expansão e consolidação do Teste de Progresso (TP), projeto de sucesso que muito tem contribuído para os processos de avaliação institucionais e dos discentes que o realizam ao longo dos últimos anos. O TP é uma estratégia de avaliação institucional e individual consistente, colocada à disposição da comunidade acadêmica e da comunidade em geral num momento em que a necessidade de avaliação se torna ainda mais relevante, diante da rápida expansão do número de vagas e de escolas médicas. A Abem, com esta e outras iniciativas, pretende contribuir com o aprimoramento da qualidade de cada uma das escolas médicas, novas e antigas, suas associadas, e oferecer à sociedade uma forma consistente e cientificamente aceita como adequada para este fim.

O TP ganhou novo impulso em 2019. O Conselho Diretor da Abem retomou o TP como um projeto institucional e reservou recursos próprios para financiar a sua expansão e consolidação, enquanto busca novas fontes de financiamento.

Foram realizadas oficinas regionais e uma oficina nacional, na qual se encaminhou a realização de um levantamento das escolas participantes e definiu-se pelo indicativo de um TP Nacional para 2020, que foi postergado em razão da pandemia.

A edição nacional do Teste de Progresso da Abem está prevista para o dia 6 de outubro de 2021. Esta será a primeira vez que o teste terá a participação de mais de 70 mil estudantes de medicina, de mais de 120 escolas médicas. Isso é dizer que mais de um terço das escolas médicas brasileiras estarão reunidas em torno da iniciativa, que tem contado com a energia e os recursos financeiros da Abem para seu desenvolvimento.

O Teste de Progresso (TP) situa o estudante em seu processo evolutivo de ensino-aprendizagem e permite à instituição realizar o diagnóstico de suas deficiências ao longo da estrutura curricular. Ele pode ser utilizado pelos órgãos colegiados competentes para avaliação de alterações curriculares e avaliações específicas de disciplinas ou módulos de ensino. Auxilia ainda no desenvolvimento docente na aplicação de provas e avaliação de resultados.

A Abem tem investido e pretende investir ainda mais na institucionalização da ferramenta, de modo a consolidá-la como uma alternativa de avaliação institucional e da evolução do conhecimento do estudante de medicina ao longo de toda sua trajetória de graduação a partir de um teste cognitivo.

A parceria entre escolas tem contribuído para a confecção de questões com alta qualidade, além de combinar benefícios econômicos com vantagens educacionais globais, pois tira do processo de avaliação o efeito da endogenia e permite uma comparação salutar dos avanços e limitações entre as instituições participantes, sempre evitando qualquer tipo de ranqueamento.

Esta será a segunda vez que o instrumento é usado nacionalmente. Depois da primeira experiência realizada em 2015, o objetivo era fazer uma edição nacional presencial em 2020, mas a pandemia prejudicou os planos. Para agilizar processos, a aplicação do TP em 2021 será feita totalmente on-line, por meio de sistema informatizado. Assim, espera-se construir uma experiência consolidada do teste em âmbito nacional, que possa reunir os núcleos do TP em torno da Abem.

Além de organizar a ação, a Abem está subsidiando a participação das escolas, para que mais instituições possam participar. Assim, além de o custo ser reduzido em razão do grande volume de participantes, a entidade está investindo recursos próprios e desenvolvendo o sistema, a fim de no futuro poder promover autonomamente o teste sem necessidade de maiores investimentos.

Entenda o TP

O Teste de Progresso é uma avaliação cognitiva que verifica se o ganho de conhecimento por parte do estudante está sendo contínuo e progressivo, e como o conhecimento está sendo elaborado e consolidado nas áreas básicas e clínicas, importantes para o aproveitamento do internato e o desenvolvimento final do profissional.

Esse teste foi introduzido nos cursos de medicina na década de 1970 pela Kansas City Medical School da Universidade de Missouri (EUA) e pela então University of Limburg, hoje Universidade de Maastricht (Holanda). Desde então, várias outras escolas médicas passaram a utilizar esse método de avaliação de forma isolada ou em associação colaborativa.

O conteúdo do teste não está ligado a nenhum modelo de curso específico e, portanto, ele avalia os objetivos finais do currículo como um todo. O conteúdo de todos os tópicos do curso vai sendo continuadamente revisado, pois não se entende essa metodologia sem uma devolutiva consistente (feedback), na qual seja possível corrigir as falhas apresentadas durante o processo formativo. Os estudantes são incentivados a adotar um estilo de aprendizado longitudinal autodirigido e entendem que até o final de sua formação os conhecimentos elaborados deverão estar consolidados para o bom exercício da profissão.

Coordenação: Profª Angélica Maria Bicudo / Prof. Sandro Schreiber de Oliveira

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