Conselho Diretor da Abem assume a entidade com foco na integração e no fortalecimento da educação médica

Nova gestão inicia o mandato com perspectivas de ampliar o trabalho colaborativo, fortalecer as regionais, a aumentar a participação dos estudantes e construir planejamento estratégico para os próximos anos 

A Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) iniciou, durante o 64º Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), uma nova etapa de sua trajetória com a posse do Conselho Diretor para o biênio 2026-2028. A nova gestão assumiu no dia 19 de setembro com o compromisso de dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos e, ao mesmo tempo, ampliar a participação de associados, escolas médicas, estudantes e regionais na construção dos caminhos da entidade. 

A renovação ocorre em um cenário de importantes desafios para a educação médica brasileira, marcado pela expansão do número de escolas e pela necessidade de fortalecer a qualidade da formação, a integração entre ensino e serviço e o compromisso da educação médica com as necessidades de saúde da população. 

Entre as prioridades da nova gestão está a definição de diretrizes capazes de orientar a atuação da Abem não apenas no próximo biênio, mas também diante das transformações que devem impactar a educação médica no longo prazo. Para o diretor-presidente, Estevão Toffoli Rodrigues, esse olhar para o futuro precisa se traduzir em compromissos e ações concretas. “A gente quer produzir um plano de ação estratégico para a Abem, a partir de um planejamento muito democrático e participativo, que deixe explícitos os compromissos das diretorias regionais e nacional e produza uma sintonia em torno dos objetivos comuns mais importantes. Também queremos olhar para um horizonte mais ampliado, pensar os cenários possíveis e entender quais ações precisamos realizar agora para estarmos preparados para o futuro”, defende Toffoli.  

Para o diretor vice-presidente, Fernando Antonio Menezes da Silva, a nova gestão também parte dos avanços construídos nos últimos anos para aprofundar a articulação entre o Conselho Diretor, as regionais e as escolas. Em um contexto de forte expansão da formação médica no país, ele aponta a qualidade dos processos educacionais como um dos desafios centrais para os próximos anos. “Nossa maior diretriz é ampliar o trabalho compartilhado, fazendo com que as regionais sejam cada vez mais partícipes e que, dentro delas, as escolas estejam engajadas nesse grande movimento de qualificação. Vivemos uma expansão do número de escolas e precisamos pensar em como melhorar a qualidade dos processos educacionais para que isso também se traduza em melhor atenção à população dentro do Sistema Único de Saúde.” 

O diretor tesoureiro, Julio César Stobbe, ressalta que a renovação da gestão também permite incorporar novos olhares à Associação e ampliar sua interlocução dentro e fora do país. “As gestões precisam se renovar para que possamos ter diferentes olhares sobre aquilo que estamos construindo. Começamos muito entusiasmados e queremos ampliar a participação das escolas médicas e fortalecer uma interlocução séria tanto no Brasil quanto com cursos e instituições de outros países da América Latina e de outros continentes.”  

A ampliação do trabalho colaborativo entre as escolas médicas também aparece como uma das perspectivas para o próximo biênio. Para o diretor secretário, Silvio Pessanha Neto, a diversidade das instituições que integram a Abem exige espaços de troca capazes de acolher tanto os desafios enfrentados por cursos recém-criados quanto aqueles vivenciados por escolas mais antigas. “A ideia é fazer com que essa gestão atue de forma muito aberta à colaboração e consiga materializar os interesses e desejos das escolas médicas do país. Temos escolas novas, que enfrentam os desafios da implantação dos cursos, e instituições mais antigas, que precisam revisitar seus projetos pedagógicos e processos de formação docente. Queremos ampliar as possibilidades de colaboração entre elas.” 

À frente da Diretoria de Inovação, Izabel Cristina Meister Martins Coelho fala sobre o caminho que a nova gestão deverá buscar para qualificar a formação médica diante das diferentes realidades do país, combinando inovação, pluralidade e inclusão sem perder de vista o cuidado com as pessoas. “Temos o desafio de inovar em um país de dimensões continentais e com realidades muito diversas. Para transformar e qualificar a educação médica, precisamos ouvir e contar com todos nessa caminhada, mantendo aquilo que é mais precioso para nós: o cuidado com as pessoas”, afirma Izabel. 

A participação dos estudantes será outro eixo importante do mandato. A diretora discente, Raisa Soares Estevão da Graça, destaca que ampliar a presença dos estudantes nos espaços da Associação é fundamental para que as discussões sobre educação médica tragam o olhar de quem está efetivamente centro do processo formativo. “Os estudantes são o grande foco da educação médica e não é possível discutir educação médica sem que estejamos presentes nesses espaços. Um dos nossos objetivos é aumentar a participação dos coordenadores e delegados discentes e ampliar o engajamento dos estudantes nas discussões e nos espaços da Abem.” 

A atuação da Abem também buscará ampliar o diálogo com os diferentes atores envolvidos na educação médica, articulando as demandas que surgem nos territórios aos desafios nacionais e às discussões internacionais sobre a formação. Para a diretora médica residente, Lara Carolina de Almeida Oliveira, esse trabalho passa pela escuta e pelo apoio a quem participa diretamente desse processo. “Queremos oferecer suporte aos estudantes, residentes, docentes e gestores de todo o país, mantendo o diálogo com as políticas e experiências internacionais e com as pautas de equidade e de avanço da educação médica brasileira”, afirma Lara. 

A nova gestão inicia, assim, o biênio 2026-2028 com a perspectiva de combinar continuidade e renovação, fortalecendo a construção coletiva que caracteriza a Abem e ampliando sua capacidade de articulação diante das transformações da educação médica brasileira. O planejamento estratégico, a participação das regionais e dos estudantes, a colaboração entre escolas e a defesa da qualidade da formação estarão entre os eixos que orientarão o trabalho do novo Conselho Diretor. 

O Conselho Diretor é formado por:
* Estevão Toffoli Rodrigues, diretor-presidente
* Fernando Antonio Menezes da Silva, diretor vice-presidente
* Julio César Stobbe, diretor tesoureiro
* Silvio Pessanha Neto, diretor secretário
* Izabel Cristina Meister Martins Coelho, diretora de inovação
* Raisa Soares Estevão da Graça, diretora discente
* Lara Carolina de Almeida Oliveira, diretora médica residente 

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