Projeto Rever encerra rodada regionais de oficinas com mais de mil participantes

Próximo passo será a oficina nacional em maio, que entregará material sistematizado com o objetivo de tirar as DCN do papel

O Projeto Rever encerrou seu ciclo nacional após passar por nove cidades — Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Recife, Porto Alegre e Brasília — contemplando todas as regionais da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e reunindo 1.081 participantes. A iniciativa consolidou uma agenda nacional de escuta e construção coletiva, com ampla participação ao longo das atividades. A oficina nacional, marcada para os dias 5 e 6 de maio, será dedicada à sistematização dos resultados e à entrega de material à comunidade acadêmica que contribua, de forma concreta, para tirar as diretrizes do papel. 

O presidente da Abem, Sandro Schreiber de Oliveira, destacou o peso político e técnico do processo construído ao longo das oficinas. “Poderíamos ter feito esse processo de forma restrita, mas não teríamos a mesma qualidade. O envolvimento de mais de mil pessoas é o que garante consistência e legitimidade no que estamos construindo. Voltamos para nossas casas com o desafio de implementar tudo o que pensamos durante os encontros que tivemos.” Ao longo dessa etapa, docentes, estudantes, gestores, residentes, preceptores e representantes de instituições de ensino, serviços de saúde e órgãos governamentais contribuíram para a construção coletiva de estratégias voltadas à implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) da medicina.

Já o diretor vice-presidente da Abem, Estevão Toffoli Rodrigues, destacou a dimensão do trabalho realizado e o caráter contínuo da iniciativa. “Foram 18 oficinas regionais, 288 horas de trabalho e uma mobilização nacional em torno da formação médica. Mas esse processo não se encerra aqui. O próximo passo é consolidar esse acúmulo e apoiar concretamente a implementação das diretrizes nas escolas. 

As oficinas regionais também evidenciaram que a construção das diretrizes está diretamente ligada à capacidade de articulação entre diferentes atores e territórios, reforçando o papel do diálogo como elemento estruturante das políticas de educação médica. Para a diretora-tesoureira da ABEM, Denise Herdy Afonso (Uerj), esse percurso demonstra que a consistência do processo está justamente na sua base participativa. “Esse processo coletivo é o que dá sustentação para que a implementação aconteça de forma mais consistente nas escolas.”

Toffoli adianta que o Rever II está em plena construção e o Governo Federal já se comprometeu a pensar em uma nova edição do projeto por sua relevância para a formação das políticas públicas da educação e da saúde.  

Quer saber como foi o projeto Rever na sua regional? Confira!

Nordeste I – Salvador:  https://bit.ly/4cvVFyT 

Sul II – Curitiba: https://shre.ink/LcI3 

MG – Minas Gerais: https://shre.ink/LcIi 

RJ/ES – Rio de Janeiro: https://shre.ink/LcI6  

SP – São Paulo: https://shre.ink/LcpM 

Norte – Manaus: https://shre.ink/Lcf9 

Nordeste II – Recife: https://shre.ink/LcpQ  

Sul I – Porto Alegre: https://shre.ink/LcpW 

Centro-oeste – Brasília: https://shre.ink/7JvZ 

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